Santo Antônio: o casamenteiro e dos objetos perdidos
Conhecido como Santo Antônio de Pádua, ele nasceu em Lisboa e é um dos santos mais populares do mundo. No Brasil, é o querido "santo casamenteiro" — mas sua história é ainda maior do que a fama.
De Lisboa a Pádua
Fernando de Bulhões nasceu em Lisboa, em 1195. Entrou primeiro entre os cônegos agostinianos e depois, tocado pelo exemplo dos mártires franciscanos, tornou-se franciscano, adotando o nome Antônio. Viveu boa parte da vida na Itália, sobretudo em Pádua — por isso "de Pádua".
O grande pregador
Antônio tinha uma inteligência e um conhecimento das Escrituras impressionantes, além de uma pregação que tocava multidões. Combatia erros com clareza e caridade, e defendia com força os pobres e os injustiçados. Por sua sabedoria, foi declarado Doutor da Igreja.
"As obras falam mais alto que as palavras."
Por que "dos objetos perdidos"
Conta-se que um noviço levou um livro de Antônio e, após sua oração, o livro foi devolvido. Daí nasceu a tradição de pedir a Santo Antônio para encontrar o que se perdeu — de chaves a coisas do coração.
O santo casamenteiro
No Brasil, a devoção o consagrou como casamenteiro: muitos pedem sua intercessão por um bom relacionamento e um casamento feliz. Em junho, as tradicionais trezenas (treze dias de oração até o dia 13) enchem as igrejas.
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